Depois de mantê-los incógnitos ou de me acostumar a usar os sites alheios, não vejo, enfim, porquê não publicá-los (e se não tinha feito isso até agora foi por pura preguiça).

Sempre que escrevia uma crítica ou crônica, invariavelmente, se não fosse publicado pelos pequenos jornais de minha cidade, ficava guardado no meu HD. São vários textos que tenho e que, por falta de oportunidade ou por não me dispôr a lidar com eles num blog, ficaram guardados até agora. Tomo então a inciativa de dar-lhes luz e publicidade através da internet.

Tenho resenhas de livros também, mas não vejo ainda oportunidade de incluí-las aqui. Continuam espalhadas por sites afora.

Quanto aos contos, são prativamente a razão disso tudo. Depois de algum tempo escrevendo para o Leia Livro, site mantido pela Secretária de Estado da Cultura, de São Paulo, creio já ter amadurecido bastante para tentar manter, por minha própria iniciativa, um blog literário que suporte meus textos curtos.

Textos longos mantenho no meu outro blog, criado exclusivamente para divulgar os livros de minha saga de fantasia A Fome de Íbus, cujo primeiro livro, o Livro do Dentes-de-Sabre, pode ser adquirido pela internet.

Tomo a liberdade de, às vezes, incluir textos que pertençam a terceiros (o que contraria frontalmente a proposta original deste blog. Fazer o quê? Farei isso quando achá-los tão bons e oportunos, que se torne premente sua divulgação ante meus próprios dogmas). Cometerei esta indiscrição alegremente, descaradamente e sem dó, disseminando suas idéias e inteligência. Vou logo pedindo licença e perdão aos autores.

Assim, sem encontrar mais oposição (minha própria), que justique o contrário, nasce o Charranspa (que não significa nada além de ter sido um dos meus apelidos de infância).

Tomo este meu velho pseudônimo como tema e batizo este espaço.

Está feito.

Albarus Andreos

Junho de 2007.
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segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Batfone

Albarus Andreos
Abril de 2007.

Meu filho veio até mim com um gibi de minha coleção que eu tantas vezes proibi que ele sequer chegasse perto.

— Pai, me explica isso aqui...

Tratava-se de um quadrinho em que o batfone tocava em primeiro plano, tendo como fundo a chefatura de polícia de Ghotan City. Não havia personagens ou balões. Só isso mesmo.

Essa descrição, que não podia ser mais elucidativa, contudo, não agradou ao menino.

— Não pai. Por que tem isso aqui?

— Isso o quê?

— Trim, trim... Por que trim, trim?

Sim, expliquei o porquê. Mas o cerne daquela questão me deixou atarantado! Estamos numa época em que o telefone não faz mais trim, trim em lugar nenhum, de tal forma que um menino de oito anos não tem idéia que trim, trim é o som que ele fazia antigamente. Aqueles velhos telefones de baquelite pretos, com fio em espiral ligando o gancho (que não era móvel) à base.

Hoje, os telefone fazem mmmm, mmmm; Ou bzmmm, bzmmm; isso para ficar nos telefones fixos, pois aos celulares guardo especial espanto! Um sobrinho tem um que quando toca (toca? Sim, hoje telefone realmente toca música... mas nem sempre.) ele fala, num tom crescente cada vez mais irritado: “Ô maluco! Atende aí! Não vai atender não? Atende aí...”. E tem um amigo meu, já com quarenta e poucos, que acha que ainda é adolescente. No dele, uma voz feminina e sensual faz: “Hmm, meu gostoso! Gostoooooso! Atende vai... Deixa essa mulher horrível aí e me pega... Vai... Como só você sabe fazer...Tô com saudades fofucho...”. Ele gosta de atender ao telefone especialmente quando está acompanhado da esposa. Já o de um amigo de minha filha (não posso dizer que estão namorando, porque não sei se o que fazem pode ser chamado de namoro...), toca um sonoro “som flatulento” de muitos e muitos segundos. Entenda: o “maluco” vem à minha casa, “dá uns pega” na “pirainha” e na hora da lasanha o aparelho dele peida! Juro que se um dia sentir cheiro ponho ele pra fora!

Telefone não fala só quando deveria “tocar”, ele fala também quando você disca (disca? Há quanto tempo telefone não tem mais disco?) um número e a “voz padrão” diz: “Esse número não existe...” mesmo que seja o número de sua própria casa. Telefone fala quando você quer reclamar de um produto ou sobre a péssima imagem da novíssima TV via-satélite que nunca pega: “disque 1 para reclamar, disque 2 para berrar, disque 3 para xingar, disque 4 para chorar...” e por aí vai.

Telefones tocam, sendo justo com a verdade, mas tocam Britney Spears, NXZero, Nati Ruts... Minha filha colocou Destroyer Rock City, da minha coleção de vinil no meu celular (não me pergunte como). Achou que com isso iria deixá-la acampar com seu “gasoso” namoradinho em Parati. Fiz com que tirasse, não sem algum prejuízo, já que só soube da alteração quando recebi uma ligação no meio de uma reunião com a diretoria da empresa, onde eu esqueci de desligar o celular (por que não me deu um tiro logo de uma vez?).

No fundo sinto-me velho, reclamão e inadequado... Quem poderia imaginar que, na década de setenta, o simples tocar de um telefone em casa pudesse provocar risadas, divertimento ou alegria (alegria... bem, isso provocava, já que quem tinha dinheiro e paciência para esperar meses e meses para que seu telefone fosse instalado pela TELESP, ficava muito feliz ao ouvi-lo tocar!).

A TELESP nem existe mais... Foi como a Light (e os bondes da Light para meu pai) e isso só nos mostra que o mundo gira mais rápido atualmente. Dá zilhões de voltas no HD da história que tem espaço para infinitos gigabytes. No meu tempo, o mundo ainda era 286, a gente gravada a FM em fitas K-7 e assistia Speed Racer de tardezinha.

Para encurtar a conversa, depois de saber que meu filho via diariamente um desenho animado em que o personagem principal era a “Morte”, alcunhada pelo singelo apelido de “Puro-Osso”, e que tinha, por alguma “maldição”, de cuidar de duas crianças chamadas Billy e Mandy, e onde frases como: “vou bater um barro” eram freqüentes, fui vencido. Decidi deixá-lo pegar minhas coleções de Conan, Batman, Homem Aranha e Incrível Hulk, dentre outras (deixei, contudo, Heróis da TV e Capitão América escondidas, para futuras barganhas...).

Nunca pensei que um dia diria isso, mas tenho saudades do tempo em que telefone não tocava.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Presidential Entourage

Albarus Andreos
em 08/ Março/ 2007

Não sei se deveria colocar isso aqui em ficção ou na seção de não-ficção, talvez ficasse bom numa seção Cotidiano, mas vamos lá. É com grande “orgulho que recebemos a visita de um homem extremamente odiado no mundo. Ops! Não sou eu quem o odeia, calma! Só estou falando a respeito dos números que vi recentemente na mídia a respeito da visita de Bush Jr. ao país.

Um chefe de estado estrangeiro ao Brasil, não deveria, mas suscita reflexões. Veja só: cinco mil agentes de segurança (guarda-costas), dentre militares e policiais brasileiros e agentes da CIA, americanos. Nada menos que cinco quarteirões ao redor do hotel da Presidential Entourage serão fechados para qualquer movimento (ninguém entra/ ninguém sai). Atiradores de elite serão colocados no topo dos prédios... Pera aí. Pera aí... o que vai ser colocado no topo dos prédios? Atiradores de elite? Isso existe mesmo?

Onde ficam esses sujeitos quando vemos aquelas cenas de assaltos a bancos ou ônibus, com reféns, onde o meliante fica com uma arma na cabeça de uma vítima? O cara fala, fala, fala... se meche para todo o lado, tira a arma, põe a arma (com o risco dela disparar e matar a vítima), anda, volta... e nenhum atirador de elite está ali para meter uma bala na cabeça do criminoso. Não falo aqui em pena de morte, não é absolutamente o caso, mas atirar num potencial assassino que numa fração de segundos pode pôr fim a vida de uma dona de casa ou de um trabalhador, já é razão suficiente para mandá-lo para a “Terra dos pés juntos”. Muitos, aliás, já não são mais “potenciais assassinos”, tendo fichas criminais que incluem dentre estelionato a chacinas, mesmo. Bandidinho chulé não assalta banco. Isso é para os profissionais, e bandido profissional só ganha a carteira do PCC depois de matar e torturar.

Sobre atiradores de elite, temos ainda que lembrar daquelas cenas absurdas de policiais nos morros do Rio, entrincheirados ou tocaiados em becos, segurando fuzis de assalto e com os dedos firmes nos gatilhos, descarregando pentes e mais pentes de projéteis 7.62mm contra barracos do morro. Não seria mais eficiente um atirador de elite ali? Aquelas balas perdidas, o esforço inútil e patético de fazer barulho para a imprensa filmar e dizer ao público “Olha, nós respondemos ao fogo. Estamos fazendo alguma coisa, Brasil”.

Alguém tem que pensar no perigo em potencial para cada um dos moradores, dos transeuntes e dos próprios policiais. Não seriam já boas razões para se posicionar um policial bom, com uma H&K preparada, com meia-duzia de cartuchos, que para cada tiro eliminaria um atirador?

Falando em favela e barracos, dentre as esquisitices que um deslocamento de tamanha importância acarreta, dois barracos de uma favela próxima tiveram que ser demolidos. Pergunto-me por quê.

Será que um terrorista da Al-Qaeda poderia estar pensando em pedir a um dos moradores para passar uma noite ali, num dos barracos, trazer duas malas cheias de TNT como bagagem, e derrubar um prédio aqui no Brasil também? Acho que não, né! Com média de oito moradores por barraco ficaria difícil acomodar mais um e ainda duas malas grandes.

Será que era porque ficava feio, que resolveram tirar os barracos? Será que barraco deixa a cidade feia? Então Bush vai ficar muito insatisfeito, pois existem outros milhares de barracos defronte à janela dele, na suntuosa suíte do maravilhoso hotel na Av. Luís Carlos Berrine, onde se hospedará. Não, não acho que seja por estética que tiraram os dois barracos defronte ao hotel. Talvez seja por medo que as duas famílias que ali moravam causassem algum constrangimento ao presidente yankee. Já imaginou? Uma dúzia de magrelinhos de pés descalços gritando slogans? “Go Home Mr. Bush!”, “Abaixo a ALCA!”, “Abaixo os governos capitalistas neo-liberalizantes e sua influência anti-social imperialista!”. Não... Não acho que isso seria plausível de acontecer.

Seria porque lugar de gente morar é em casa e não em barraco numa via pública ou num terreno grilado e o governo estaria enfim, dando alguma dignidade a essas famílias, emprego e renda suficiente para que comprassem uma casa, com juros baixos financiados, que gerariam impostos e empregos no comércio e na indústria civil? Ridículo! Essa hipótese é a mais absurda de todas. Esquece...

Sem entender por quê despejaram as famílias fico então imaginando o que disseram para os favelados daqueles dois barracos. Quem foi, ou melhor, como foi que se dirigiram aos moradores?

— Escuta, vocês vão ter que sair. (diz, vamos supor, um PM)

— Heim? (diz a moradora, com a criancinha de colo mamando numa teta murcha)

— Vão ter que se mandar daqui. O Bush vai chegar!

— O bicha?

— Olha lá! Sem desacato! Senão desço o cacete!

— Por que moço?

— Porque eu to mandando e quando a otoridade manda cêis obedece! Vamo, circulando!

— Quem é que vai chegar?

— Já falei. O Bush!

— Quem é esse?

— O presidente!

— Mas não era o Jucelino?

— Que Jucelino, madame?

— O presidente do Brasil.

— Não. O presidente do Brasil é o Lula, positivo!

— Ah! O Lula vai chegar?

— O Lula não. Eu falei que o Bush vai chegar, positivo!

— Esse Bush que mandou tirar a gente daqui então?

— Não. Quem mandou tirar vocês daí foi o Lula mesmo.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

So-le-tran-do

Por Albarus Andreos
em 28/ 02/ 2007.

Bom dia, pessoal,

Costumo criticar bastante o comportamento das editoras quanto ao melhor aproveitamento de autores iniciantes. Ao novo autor só será dada maior atenção, quando os autores consagrados venderem mais; quando a literatura vender mais.

Críticas devem ser assimiladas tanto quanto o possível, eliminando-se o chororô e aproveitando-se o que de construtivo tiver. Numa delas, disse que as editoras não deveriam se bastar com os incentivos fiscais concedidos à atividade editorial e que, resumidamente, deveriam correr atrás dos leitores como faz a industria do tabaco, comemorando “cada alma conquistada”.

Teremos, a partir do próximo final de semana, a estréia na Rede Globo do programa Soletrando. Nele, Luciano Huck vai nos mostrar o que, há muito tempo, é mania nos Estados Unidos, com igual cobertura nacional.

Vejo uma oportunidade de ouro aí. Pela propaganda do programa que vi, autores, lingüistas e outros profissionais da língua, funcionarão como “banca” para os meninos e meninas em idade escolar que testarão suas habilidades, soletrando palavras escolhidas com cuidado. O prêmio: uma poupança de cem mil reais!

É um concurso importante! Tem autor tentando se fantasiar de estudante para poder abocanhar um prêmio desses. E também é uma grande oportunidade para grandes editoras fazerem o merchandising de livros. Será que farão?

Olha só... Um programa voltado para a língua portuguesa, com a participação de gente que inevitavelmente falará de cultura, livros e educação e blábláblá. Mas tenho a impressão que só a Skol, a Fiat e as Casas Bahia vêem oportunidade de divulgação de suas marcas aí.

Tá legal, o preço do horário deve ser absurdo! Mas estou falando apenas de autores consagrados, por enquanto. De livros que se espera vender centenas de milhares de cópias. Não precisa ser um comercial de minutos... (Mas o Tony Belloto lá, entrevistando um Fernando Morais, um John Grinshan ou um Bernard Cornwell, durante três minutos não seria mal, não é?). Será que as editoras não podem incluir aquelas entradas oportunistas em que o apresentador segura o livro por uns segundos e fala pro povão sobre ele? Será que não dá pra incluir uma Rocco ou Cia. das Letras lá atrás, num banner enfeitando o ambiente? Será que o fundo do palco não poderia conter grandes cartazes de capas de livros atuais que se desejaria divulgar? Sendo o autor consagrado, um grande interessado na divulgação de suas obras, não poderiam eles próprios arcarem com parte desta divulgação, junto com as editoras? Será que esse papo de que “um grande incentivo a literatura nacional” seria dado, não funcionaria e as Organizações Marinho, até abririam uma brechinha e exibiriam livros em estandes e os dariam de brinde aos moleques, citando o título, autor e editora apenas? Alguém tentou pra ver?

Fica a sugestão.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O Brasil iraquiano

Por Albarus Andreos
em 24/10/2005.


Passados os últimos dias, e com a expressiva vitória do NÃO, talvez seja o momento de sentarmos de novo em nossas casas muradas e cercadas por grades, para pensarmos um pouco, fazendo algumas análises.

Temos, será, dois tipos de gente nesse país, realmente? o NÓS e o ELES? Sim, pois durante a propaganda na televisão (que me desculpem os debochados e os sabichões, mas eu assisto, sim, aos programas políticos. Pelo menos quando dá...) e, na minha modesta opinião, o maior erro do SIM foi classificar os brasileiros que eram contra a Proibição do Comércio e a Venda de Armas e Munições, como ELES (o NÓS, para mim). Esqueceram-se que estamos todos, mais que nunca, na mesma situação; além de se desfazerem de nossa insegurança (pois o NÃO preferiu dizer que uma arma, seja lá com quais reservas, tem sua razão de existir num lugar onde "Bang-Bang" faz sucesso).

O SIM dizia que, por sermos contra a proibição, éramos a "Frente da Bala", não nos importávamos com as pessoinhas aleijadas e as famílias dilaceradas pela violência que eles exibiam, apelativamente, no seu horário gratuito; éramos desalmados e sem coração, éramos a favor da violência, éramos a favor do sangue derramado que o Jornal Nacional exibe todos os dias no horário nobre. Somos então todos irresponsáveis, como vi agora o Presidente do Senado, Exmo. Senador da República Renam Calheiros, quando disse que "... espera que nós, ao vermos os próximos episódios de violência na TV, não venhamos a nos arrepender da decisão tomada no referendo (que custou mais de R$250 000 000,00 que poderia ter servido para dar um belo aumento para a polícia, sei lá...)".

Será possível que um erro de foco como esse pode ser aceitável? Queriam então provar para nós: eu e você que está aí lendo e que também votou NÃO, que somos tudo isso?????? Somos belicistas e violentos? Queremos então armar o povo para guerra que está se desenrolando (o erro é tão grande que alguns acham que não querer a proibição do comércio e venda de armas e munições é o mesmo que ser a favor do armamento... do aumento do número de armas em posse das pessoas!!!!) grande que alguns acham que nfrentamento e pelo olho por olho? , somos então pelo enfrentamento e pelo olho por olho? Sabemos que não... distorções de gente de mente curta!

Não sou nenhum maluco armado, odeio a violência e por isso mesmo votei NÃO!!!
Por que isso parece uma contradição aos olhos dos puristas?

Será que tudo nesse país tem que ser resolvido pelos mesmos métodos das torcidas de futebol? Aliás, futebol não é exemplo. Que nos digam as recentes denuncias e escândalos onde juízes (árbitros!!! Já que, talvez, chamá-los de "juízes" não seja adequado, pois geralmente, costumam resolver suas pendências em noventa minutos...) fraudaram resultados de partidas válidas por vários campeonatos oficiais.

As distorções do SIM, diziam, entre outras, que uma arma não traz segurança a ninguém. Desculpem-me agora os SIMnistas (ou seriam SIMnicos?) que construíram e apoiaram aqueles programas deploráveis de TV (e aqui não me refiro a você, que foi lá votar SIM, cidadão brasileiro), mas fazendo uma comparação por cima, no Iraque (embora aqui seja muito pior do que lá, em termos de sangue), os soldados americanos e ingleses estão armados até os dentes contra a “turba enfurecida”, e acho que nem por isso estão se sentindo confortáveis e seguros. Confesso que não é uma comparação muito feliz, mas tem seu valor. No Iraque, o “inimigo” é a própria população do país (aqui também, certo! Mas os opressores lá, passaram de um ditador mau-caráter, para um país opressor). No Brasil, já tivemos nossos ditadores, mas, não sei porque, me parece que naquela época a criminalidade era bem menor... Como parece ter sido no Iraque também... Bem... Sei lá!

Quantas semelhanças, não! Parece que sempre há um governo alheio ao que sofre um determinado povo e se faz omisso ao que ele sente e precisa. Será que no Iraque existe um ministro da justiça “competente”, como nós temos o Márcio Thomaz Bastos? Será que a Polícia Federal de lá também é patética como a nossa, a menina dos olhos do governo que, fazendo estardalhaço, prende bandido e socialite, e depois dá um tiro no pé roubando de si própria o dinheiro que acabou de reaver de patéticos contrabandistas de carne recheada com coca? Bem... Nisso acho que sim. Não devemos ser piores que eles nisso. Acho que aí somos só iguais!

No Iraque, o problema maior é o fanatismo. São muito menos os meliantes, mas lutam por uma “causa”. Matam americano, inglês, italiano ou iraquiano mesmo. Nem pensam no que estão fazendo, achando que o mundo do além é melhor que a miséria que têm aqui na Terra. Que nós não cheguemos a este ponto, embora o governo pareça nem se importar se o povo ficar tão de saco cheio, que venha a radicalizar, como a geração Zé Dirceu fez, contra os algozes de sua época. Os terroristas são em número menor, mas matam muita gente pois usam armas mais potentes ainda que nossos bandidinhos chinfrins das favelas daqui. Lá é de mísseis Stinger pra cima... (Ops! Quieto! Nem é bom dar idéia nesses assuntos, vai que algum traficante brasileiro sabe ler e acaba pondo os olhos nesse artigo...).

Os programas do NÃO também foram péssimos, diga-se de passagem, mas seu foco foi dizer que aquelas estatísticas mostradas pelo SIM eram pura balela, papo-furado, exageros, erros de interpretação e distorções grosseiras...

E o punhado de políticos aparecendo então? Intragável, não foi? Acontece que o contraponto do SIM foi, além de políticos, a Rede Globo, com seus funcionários famosos aparecendo e pondo a cara pra bater!!! Quem engole estas coisas?

É difícil se sentir Iraque... Sei que somos Terceiro Mundo, mas estes problemas deveriam ser superados de vez. Mas valeu o referendo. Por um momento nos sentimos como um Canadá, uma França da vida... Mesmo porque estava cheio de ONGs alienígenas comandando a estratégia do SIM e metendo as caras neste assunto, tão espinhoso, aqui do Brasil.

Aliás... Acho que agora entendi! Foi por isso que nos chamaram tanto de “ELES”.

Plebiscito pela proibição dos veículos automotores

Por Albarus Andreos
Outubro de 2005.


Carta ao Congresso brasileiro:

Sou motorista de táxi na cidade de São Paulo há 27 anos, desde quando aqui cheguei da terrinha, e gostaria, por meio desta, de lembrar que no Brasil, mais gente morre e fica inválida devido a acidentes de trânsito do que por armas de fogo. A violência no trânsito está um despautério, e nada se faz para aplacar a dor das centenas de milhares de famílias mutiladas pela perda de um ente querido, afligidas por este grande mal. Ora pois, a necessidade de se instituir um plebiscito para se apurar a causa raiz de tal desastre para a sociedade brasileira é algo premente, por isso gostaria de sugerir, outrossim, que as pessoas se manifestem sobre:
O BRASIL DEVE PROIBIR O COMÉRCIO E A VENDA DE VEÍCULOS E COMBUSTÍVEIS AUTOMOTORES?

Diga SIM, pois:
- um veículo é uma arma em potencial nas mãos de um bandido qualquer e ter um veículo automotivo em casa pode significar um veículo a mais nas mãos dos malfeitores no futuro, que poderão usá-lo para roubar e matar um inocente;
- quem tem um veículo em casa está sujeito a causar um acidente sério que afligirá um inocente qualquer, um dia. Seu direitos vão até onde começam os direitos dos outros, não é?;
- não é justo que tantas mortes ocorram devido a um maluco no trânsito, um marido ciumento, um desafeto de índole vingativa...;
- o pa, tu não sabias que 95% dos carros nas mãos dos bandidos um dia foram carros comprados legalmente por um pai de família?;
- lembremos que um carro, depois do dinheiro, é o que mais atrai bandido.Contudo, não poderemos proibir a venda de carros para todos, é óbvio:
- sempre será possível se pegar um ônibus ou um táxi (o meu, de preferência!!!);
- se você já tem um carro, não será obrigado a se desfazer dele. Oh não! Mas a compra de combustível será proibida;
- pra quem provar que precisa se locomover, um complicado processo será instituído, com cobrança de pesadas taxas e controle do veículo pela burocracia do estado (humm, parece que isso já é feito, ora pois!);
- policiais, juízes, promotores, oficiais de justiça, esportistas (pilotos de carro), pessoas que residam na zona rural e pessoas que comprovadamente se utilizam de um carro como ganha-pão (nisso está incluído o taxista, obviamente, como este humilde gajo que vos escreve) ainda poderão possuir carros.
- políticos, atores da Rede Globo, artistas e cantores (que ganham bem) poderão sempre contratar um profissional (ou vários) para portar o veículo para eles, caso precisem. Contudo, se tu pretendes optar contra a lei o teu direito de conduzir um veículo por conta própria, e for pego pela polícia (que, aliás, não cumpre seu papel de assegurar um trânsito seguro e eficiente nas cidades e estradas brasileiras), será preso por porte ilegal, será considerado um bandido violento que faz apologia ao crime sendo incluído no mesmo rol de tipos como aquele bêbado que atropelou e matou doze pessoas num ponto de ônibus ou os meliantes que carregaram e martirizaram o pequeno nas ruas do Rio; poderá pegar até oito anos de cana, servindo, inclusive, de mulherzinha para todos os companheiros de cela.

DIGA SIM A PROIBIÇÃO!!!!Já imaginou quantas vidas serão salvas? Aliás... Podemos começar por um programa de entrega voluntária de veículos. Você não ficaria mais tranqüilo se pudesse se dirigir até uma delegacia da Polícia Federal para entregar seu veículo por livre e espontânea vontade, ficando livre desse fardo? Seu direito ao anonimato seria preservado mesmo se o IPVA ou o Seguro Obrigatório estivessem vencidos. Em troca levaria de lambuja R$100,00 pra casa!! Não seria uma maravilha? Fica aí a sugestão, ora pois.

Sem mais para o momento,

Um abraço (por trás) deste cordial amigo que vos escreve!
Manuel Joaquim de Trás os Montes.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Mensagem de Ódio

As Cinco Maldições aos Políticos Corruptos

Por Albarus Andreos
em 06/06/2005

Envie para aqueles que tiver em sua lista de correio. Imprima e distribua em sua escola, no seu trabalho... Publique nos jornais, se assim quiser. Publique em quadros de aviso. Imprima camisetas com sua maldição preferida. Exiba com ódio o que você também pensa dos políticos corruptos, para que assim eles percebam o perigo sincero que correm. Para que saibam com quem estão lidando. Para que saibam o que você pensa deles. Para que eles fiquem apavorados!

Estas são minhas maldições (verdadeiras) aos políticos corruptos:

1. Que um dia venhas a precisar de um hospital e descubras que o tratamento que necessitas só pode ser dado por uma instituição americana, e então descubras não ter mais tempo de deslocar-te até lá. Que enquanto esperas a morte rápida lembre-se de teus desvios de verbas que seriam destinados à saúde, lembre-se das milhares de pessoas que sofreram e morreram porque elas nunca tiveram acesso hospitalar que seria possível se não tivesse lhes tirado o direito que teriam, por tua culpa!

2. Que um dia venhas a se acidentar nas estradas. Que perca seus parentes mais queridos. Depois de ter membros amputados, ser desfigurado e sofrer terrivelmente lembre-se dos desvios de verbas de que foste responsável. Lembre-se das incontáveis pessoas que morreram, que perderam filhos, irmãos e amigos. Bebês, jovens e velhos que foram estupidamente mortos por tua corrupção, por tua culpa ao desviar os recursos que seriam destinados à construção, reforma e manutenção das estradas.

3. Que um dia sejas vítima da ignorância. Que lamentes amargamente os desvios feitos por ti na educação. Que sintas muita raiva! Que lamentes ter perpetuado a ignorância, por tua corrupção. Que sintas na pele o fato de não ter conseguido algo de que muito precisava por depender de uma outra pessoa que, por pura burrice, não tenha podido satisfazer suas necessidades. Que percas tempo, paciência e muito dinheiro por causa disso (que tanto amas...). Que sejas ridicularizado, que meses de esforços sejam em vão, que tenha problemas familiares, que jamais possas recuperar os prejuízos devido a esse erro lamentável. Que sintas tanta raiva que uma veia estoure em teu cérebro e fiques incapacitado para sempre numa cama, necessitando de alguém que lhe dê comida na boca e limpe tua própria bunda. Por perpetuar os estúpidos e espalhá-los por este país.

4. Que um dia sejas atendido por um apadrinhado de um inimigo político teu. Que dependas dele, por algo de vida ou morte. Que sejas então destruído por esta pessoa ser incapaz de cumprir com suas atividades, por inaptidão, por simplesmente desconhecer como se faz. Que lamentes não haver um profissional qualificado naquele cargo. Que se lembre então dos parentes e amigos que indicou para cargos de confiança sem que tivessem o nível técnico qualificado para aquela função. Que percas dinheiro! Que sofra por tua corrupção... Que suas entranhas sejam consumidas por úlceras por não ter tuas reclamações atendidas e ter ainda que ouvir o riso de teu inimigo. Por tua corrupção. Por impor ao povo pessoas despreparadas para funções onde o bem público deveria ser atendido por técnicos.

5. Que um dia sejas traído por algum dos teus companheiros que julgava de confiança. Que se lembre das vezes que corrompeu algum dos jovens políticos, fazendo mais um corrupto. Que se lembre das pressões e das ofertas indecorosas que fizeste para obter mais um aliado para tuas falcatruas. Que se lembre de como forçou alguém honesto a participar de teus esquemas, de como o subjugou com chantagens, com promessas e subornos. Que este outro corrupto devolva a desonestidade e te traia, aliando-se com outros, roubando o que roubaste antes deixando-o sem nada, mentindo para ti e depois jogando-o na lama, junto com teus familiares e o nome que teu pai te deu por herança. Que teus filhos lamentem tê-lo por parente!

Sabendo que teus pecados são muito maiores, em qualidade e diversidade, não me apego a reproduzir todas tuas faltas de caráter, nestas poucas linhas. Sem que necessite enumerá-las uma a uma, que minhas maldições se estendam a todas elas.

Espero que sofras, mil vezes mais, o que fazes com que os outros sofram. Que suas entranhas seja comidas pelos vermes, que seus olhos explodam, que sejas punido por tua corrupção, que sejas enforcado, esquartejado e queimado. Que tuas cinzas sejam atiradas aos esgotos, de onde nunca deverias ter saído. Aos chiqueiros para que sejam misturadas às fezes e então, comidas pelos porcos. Que sejas, junto com os teus, amaldiçoado... Pelas próximas sete gerações!

Que sobre ti caia a Fome de Íbus.