Depois de mantê-los incógnitos ou de me acostumar a usar os sites alheios, não vejo, enfim, porquê não publicá-los (e se não tinha feito isso até agora foi por pura preguiça).

Sempre que escrevia uma crítica ou crônica, invariavelmente, se não fosse publicado pelos pequenos jornais de minha cidade, ficava guardado no meu HD. São vários textos que tenho e que, por falta de oportunidade ou por não me dispôr a lidar com eles num blog, ficaram guardados até agora. Tomo então a inciativa de dar-lhes luz e publicidade através da internet.

Tenho resenhas de livros também, mas não vejo ainda oportunidade de incluí-las aqui. Continuam espalhadas por sites afora.

Quanto aos contos, são prativamente a razão disso tudo. Depois de algum tempo escrevendo para o Leia Livro, site mantido pela Secretária de Estado da Cultura, de São Paulo, creio já ter amadurecido bastante para tentar manter, por minha própria iniciativa, um blog literário que suporte meus textos curtos.

Textos longos mantenho no meu outro blog, criado exclusivamente para divulgar os livros de minha saga de fantasia A Fome de Íbus, cujo primeiro livro, o Livro do Dentes-de-Sabre, pode ser adquirido pela internet.

Tomo a liberdade de, às vezes, incluir textos que pertençam a terceiros (o que contraria frontalmente a proposta original deste blog. Fazer o quê? Farei isso quando achá-los tão bons e oportunos, que se torne premente sua divulgação ante meus próprios dogmas). Cometerei esta indiscrição alegremente, descaradamente e sem dó, disseminando suas idéias e inteligência. Vou logo pedindo licença e perdão aos autores.

Assim, sem encontrar mais oposição (minha própria), que justique o contrário, nasce o Charranspa (que não significa nada além de ter sido um dos meus apelidos de infância).

Tomo este meu velho pseudônimo como tema e batizo este espaço.

Está feito.

Albarus Andreos

Junho de 2007.
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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Fantam culhões...

O tão celebrado Daniel Galera é para mim um exemplo. Não por idolatrá-lo, como faz o mercado editorial, mas porque vejo nele um espelho. Se hoje ele é publicado pela Cia. das Letras, não foi sem ter passado o martírio de todo autor iniciante, suponho. A Livros do Mal, editora que fundou com mais alguns sócios não teria sido fundada exatamente por não terem achado quem quisesse publicá-los?Daniel não se ferrou pra caramba correndo de editora em editora pedindo que lessem seus originais, antes de chutar o pau da barraca e resolver ele próprio fundar uma pequena editora destinada a publicar seus escritos? Não utilizou da internet para se divulgar e tentar chamar a atenção sobre seus textos?Um dia vou perguntar para ele. Mas acho que Daniel entrou na cova dos leões e refestelou-se! Encheu a pança com as feras...

Por Albarus Andreos
em 26/ 02/ 2007 (como resposta a um post no site Leia Livro).

Crítica às editoras quanto a novos autores

Jeferson, não ia responder a esta enquete, pois as vezes fico até cansado de tentar defender minha posição de “novo autor”, me sinto simplesmente um chato (e autor chato é o que faz com que as editoras tenham o maior “pé-atrás” com novos autores).

O fato de ser sempre recusado me leva a advogar em causa própria e perder um pouco da objetividade da coisa. É óbvio que autor iniciante não é sinal de boa coisa (sem generalizações, por favor!). Autor iniciante não tem ainda o traquejo da mão, põe coisa demais e menospreza coisas essenciais (não falo de poesia pois sou ignorante para tanto). Autor iniciante escreve sobre o que gosta e às vezes gosta muito. Isso significa, quase sempre, que ele vai escrever só para si (não, isso não é o que importa, como muita gente pensa!!!!). Explico: quando o autor escreve "só para si", deve deixar o escrito muito tempo na gaveta e ler todo dia. Conforme amadurecer, lendo o que outros autores escrevem “para todo mundo” (e não para si), vai perceber que um artista (sim, autor iniciante é artista também, como não?) precisa de público.

Um artista não é ninguém sem o aplauso! Não se basta sem admiradores, sem comentários positivos, sem ganhar benefícios (inclusive, por que não, grana!). Artista quer externar seu modo de pensar, sua criatividade, seu modo de ver as coisas, sua história, mas já que externar significa tornar público, então ele não pode querer escrever só para si próprio, pois deve querer contribuir com o mundo ao redor. Se quer ser bom só para si, deve deixar o papel na gaveta mesmo e passar a vida deleitando-se em particular, sem a necessidade de torná-lo público.

Em arte abstrata (não vou me ater muito ao que não entendo...) não há a necessidade de se entender o que se vê. Aquele quadro ridículo, muitas vezes lhe parece ridículo por que você não entende o que está vendo (e por mais que me digam o contrário, acho importante a reflexão e conseqüentemente a absorção do que vejo. Se não entendo, não volto mais naquela galeria pra ver aquilo pendurado na parede. Não gosto de me sentir burro. Tchau e benção!). Contudo, com literatura, não é bem assim. Acho que é por isso que não sou fã de poesia, pois se um sujeito escreve “com o mais íntimo de seu ser”, provavelmente vai ser o único a entender o que escreve. Outros verão o poema, mas não a "poesia". Só os mais iluminados são capazes de sentir o que o poeta sente (outros poetas, portanto). Por isso "poesia não vende".

Autor iniciante, se quiser deixar de ser iniciante e ser promovido a autor, tem, muito mais que os outros, que escrever "redondinho", simples e fácil. Pois ao contrário do que se pensa, o cliente do autor iniciante é a editora e lá não falta cérebros, mas culhões para fazer as apostas necessárias para que novos Dantes, Machados e Tolkiens surjam. A alegação das editoras é que os que “tinham culhões” morreram de fome. Preferem importar os Dantes lá de fora. Usam as bolas dos outros, entende? Um dia, o cara que guarda o manuscrito na gaveta, e depois de ter feito incontáveis mudanças no texto, acha-o bom. Resolve então publicá-lo. Continua a ser um autor iniciante... As editoras não estão nem aí para a qualidade. É isso que me mata! Senhores editores, se por falta de culhões, não apostam no novo, pelo menos usem o cérebro que têm e avaliem os riscos de forma mais racional. É necessário que se diga que sem isso estamos todos fodidos. Vamos continuar a ser o Brasil extremamente musical que os gringos gostam e nunca seremos capazes de afirmar a língua portuguesa como fonte de gênios literários.

terça-feira, 12 de junho de 2007

O Chorão - peripécias de um autor iniciante em busca de editora.

Carta à uma colega autora, no Portal do Leitor
em novembro de 2006.
Albarus Andreos
11/2006.

Querida, Janethe, veja só o imbróglio...

Depois de mandar cópias pra caramba (puta gasto de dinheiro com impressão e correio!), a Novo Século (aquela dos livros de vampiros), através de uma de suas editoras, me contatou e disse que meu livro tinha sido avaliado e que haviam gostado muito dele (fiquei animadíssimo...), mas que gostariam de ler os outros três livros que compõe a tetralogia (fiquei mais que fascinado) para ver como a história terminava, o desenvolvimento dos personagens, as pontas soltas etc. Mandei na hora. Afinal, tinham se interessado por publicar o livro e demonstravam interesse pelos outros três. Eu logo vi, em devaneio, a cena de estar sentado numa mesa autografando os primeiros exemplares, uau!

Passaram-se vários dias, quase dois meses (tempo que levariam para analisar o resto do material), entrei em contato novamente, ansioso que estava, e a Daniela, a editora, veio me dizer que meu livro integraria a Coleção "Novos Autores da Literatura Brasileira e que eu, concordando ou não em participar da Coleção, já era um Novo Talento e tal... Encheu minha bola! Falei com o Jonathan, que havia examinado o livro. Ele foi muito legal, começou a comentar sobre os personagens, disse ter ficado realmente empolgado com certas passagens e até falou delas para mim, por telefone. Disse que o livro era "muito bom", empolgante, que não dava para parar de ler (se segura Dan Brown!!!). Fiquei nas nuvens! Imagina! O analista de uma editora dizer isso pra você? Que legal que foi! Deveria aguardar mais alguns dias pela proposta que seria encaminhada por e-mail... e eu esperei mais.

Depois de mais alguns intermináveis dias (e noites), em que fiquei roendo as unhas (exigir profissionalismo para um iniciante é pedir demais...), veio a tal proposta... Veja só: eu seria "parceiro" na publicação do livro na primeira tiragem de 1500 exemplares, sendo que eu ficaria com 500 livros, embora pagasse todos eles. Numa nova reimpressão, a editora arcaria com todos os custos e o livro seria publicado de forma tradicional.

Deixa eu explicar só um detalhe: li o livro da professora, Laura Bacellar e também o da professora Sonia Belotto, onde ensinam, do alto de sua grande experiência no meio editorial, o que fazer e o que não fazer, o que aceitar, o que nunca aceitar etc., quando se trata de publicar sua obra. Uma das dicas é que a editora leva de três a seis meses para analisar seu trabalho. Se não obtiver resposta nesse tempo, significa que seu livro levou pau. Geralmente as editoras vão te mandar a cartinha padrão, que elas já tem salva lá no Word, dizendo que seu trabalho é bom, mas tchau e benção, não vão publicar.

E o que aconteceu com a Novo Século, foi que eles levaram DOIS ANOS, pra vir me propor publicar o livro em parceria!!!!! Meu... Se eu teria que pagar, qualquer editora me faria os livros em noventa dias. Se eu já não tivesse estudado já umas cinco propostas de editoras que fazem esse tipo de trabalho, teria até considerado a oferta da Novo Século, pois a gente encontra os livros da Novo Século em todas as livrarias. Eles realmente distribuem seus livros. Não é como outras editoras que aceitam a encomenda de fazer seu livro, você paga, mas tem que se virar em distribuir. Acho que é um bom motivo para optar pela Novo Século. Contudo, contratos com outras editoras por encomenda, dizem que você é o dono dos livros e o que você ganhar é seu. Com a Novo Século, eu pagaria os 1500, eles venderiam 1000 (você até tem os direitos relativos a venda, a porcentagem sua como autor), mas fica com 500 para entulhar sua sala, em sua casa. Venda-os da maneira que você for capaz de imaginar, use-os como calço para a mesinha da sala, ou para forrar a gaiola do canário etc.

O ponto primordial, e que me deixou fulo da vida nessa balela toda, foi que eu, desconfiado, perguntei, um ano antes, exatamente se o livro seria destinado a publicação tradicional ou se seria destinado a esse tipo de “parceria”, como eles chamam. A Daniela me garantiu, com todas as palavras, que seria pelos meios tradicionais, já que ela havia percebido que eu não estaria disposto a pagar para publicar e que, por isso mesmo, estavam tão “atrasados” na avaliação de meu livro. Disse que a demora era porque eles davam prioridade (passavam na frente) os autores que optavam por pagar para publicar. Que palhaçada, não!

Imagina... depois de esperar os dois anos, vem a proposta de eu pagar para publicar!!!!!
Fiquei sem chão, Janethe... Achei uma falta de respeito tão grande que mandei um e-mail esculhambando com eles. Disse que falta de ética era a o mínimo que passava por minha cabeça naquele momento.

A Daniela me respondeu dizendo que eu estava agindo tocado pela emoção do momento, e que deveria aguardar uma nova oportunidade, que ela levaria o assunto de novo ao conselho editorial etc. Até entrei em contato de novo com ela, por telefone, mas ela disse que o livro ficaria mesmo para o ano de 2007, quando então reavaliariam o projeto e tal...

Eles supõe que, por você ser escritor, é uma espécie de débil mental. Tem aqueles lances de narcisismo, de querer fazer de tudo para ver seu “sonho” realizado. Vender casa e carro para bancar a obra... Pensam (as vezes até jogam isso na sua cara) que, se você não tem “coragem” de bancar seu original, é porque não deve ser bom mesmo. Se você não “acredita” em sua obra não vão ser eles a acreditar. Juízo, bom-senso, preocupação com a família, falta de dinheiro... tudo isso deve ser posto de lado e você deve arriscar sua vida num negócio. Fazer a aposta...

Quer saber? A gente não deve nunca fechar portas, não é? Principalmente quando nós precisamos deles. Mas fiquei muito chateado com a Novo Século. Deveriam ter me mandado uma cartinha padrão, como todo mundo faz ou, se o negócio era parceria, ter me dito desde o começo, não ficar me enrolando. Achei um abuso... Por isso não espero mais nada de lá não. Achei falta de profissionalismo. Opinião minha, é claro. Talvez outras pessoas tenham tido mais sorte. Eles sabem onde me achar, se tiverem realmente interessados (como se editora saísse assim, atrás de autor iniciante, pedindo “peloamordedeus”, para publicar seu livro... rsrsrssrs). Só sei que eu não vou mais atrás deles.

O André Vianco deve estar dando muito lucro e eles parecem não precisar de mais ninguém (olha o chorão...), pois foi exatamente o que senti. Não estão nem aí pra mim (buááá!!!). No momento em que escrevi que “finalmente tinha sido aceito por uma editora”, no outro tópico desta comunidade, eu ainda estava naquela fase de esperar pela tal proposta, iludido que eles estavam falando sério quanto a publicar meu livro. Depois tive vergonha de desdizer que tudo tinha dado em nada, o que estou fazendo agora. Portanto: não deu certo gente. Não fui aceito, de novo...

Carta à revista Panorama Editorial

Carta enviada à Cláudia e Sônia da editora Veredas
após eu ter comentado matéria da revista
(elas se interessaram pelo assunto e queriam mais
informações para possível matéria)
Por Albarus Andreos
em Novembro de 2006.

Bom dia Cláudia e Sônia.

Sinto-me lisonjeado por seu interesse num assunto de meu interesse (a repetição é proposital). Apesar de minha veemência no tópico em questão (presumo que o tenham lido lá no Portal do Leitor meu comentário(reproduzido aqui, neste blog*)), acho que agora, amainada minha irritação, ele deveria ser tratado com algum humor (só um pouquinho). É sim, um assunto crítico, na minha modesta opinião (que hora pra ser modesto, não?), pois sou autor e não posso negar que minha frustração com as editoras é gigantesco, mas não posso deixar de considerar, que cada uma das editoras é dona do próprio nariz e cada uma publica o que quer e ninguém tasca, certo? Se ninguém vai comprar ou se os livros em questão vão sumir das prateleiras devido a tanta procura, é um assunto de foro profissional que demonstra a competência de cada uma das editoras em gerir o negócio a que se dispõe, livremente. Deve ter gente que gosta de jogar dinheiro no ralo, mas não sei se seria realmente o caso de editoras profissionais que se mantêm funcionando há décadas, em muitos casos. Editoras são empresas, e se forem mal administradas por “fabricar” algo para o que não há demanda, a punição é a falência.

O que posso dizer, já que “produzo” romances de fantasia medieval? Seria a mesma lógica aplicada a mim, como escritor, não é? Por que escrevo livros com dragões e feiticeiros, se a moda agora é escrever sobre mulheres metidas sob mantos pretos em algum país desértico? A explicação mais plausível para isso, é que eu posso ser subjetivo, como autor, pois eu escrevo o que sinto, o que me apetece... Já a editora é, SIM, uma empresa. Será que o tema que escolho como favorito é mais importante do que a famigerada “onda afegã”? Quantos milhares de livros vendeu “O Caçador de Pipas”? Vendeu pra caramba, não é? Como explicar que tanta gente se interesse por um tema tão raro?

Lendo a matéria deste mês da Panorama Editorial, talvez dê para entender melhor. São os formadores de mídia que colocam, indiretamente, um livro lá na principal vitrine e nas principais prateleiras das livrarias (Ok! Tem o “jabá” que é pago para as livrarias também, reservar os melhores locais de venda para quem paga (nos States isso é normal!!!!) mas esse é um outro assunto...). O que gostaria de saber é se tem jabá para jornalista elogiar um livro (calma! Isso é só uma abstração mesmo. Num país tão antiético a gente pensa de tudo. Nunca ouvi falar disso, mas como engenheiro do setor de autopeças, sei que alguns periódicos sobre automóveis são favoráveis ou não a determinado carro por estarem recebendo ou não uma grana preta para isso... Seja na forma de publicidade nas publicações, ou através do usufruto de veículos de teste para o bel prazer do autor das matérias, ou algo muito mais direto, mesmo. É o que ouvimos falar... Nossa! Como fugi do assunto, não?

Contem comigo, para sua matéria, se isso lhes convier. Terei o máximo prazer em ajudar. Mas só para ilustrar mais um pouco esse e-mail; uma editora que conheci por acaso através de uma outra crítica (oh,nêgo chato!) no Portal do Leitor, me recomendou, em e-mail, que devesse “diminuir as críticas à indústria editorial”, sendo que eu tenho interesse em fazer parte dela... Eu, que nunca me considerei tão importante assim para ser, de alguma forma, nocivo às editoras, fiquei até espantado. Mas é um bom conselho, certo? Ela me disse que poderia ficar “marcado” como autor problemático (?), o que as editoras não suportam! O único problema é... Bem... imaginem a cena:

Um “alto coturno” de uma editora famosa vê minhas críticas (cara! Estou nas nuvens só por imaginar que minha opinião possa chegar até esse nível, mas como “esse povo” deve ler até bula de remédio; de repente vão ler o que escrevo ,também!) e formula sua opinião: “Quem esse moleque pensa que é? Imbecil! Mentecapto! Nem sabe escrever direito e já vem querendo pôr as manguinhas de fora? Pau nele! Aqui nessa casa não entra material nenhum dele...Estão ouvindo (para os subordinados)? Se eu ver qualquer coisa de sua autoria quero eu mesmo picotar na maquininha. Aqui quem manda sou eu!”


Socorro Millôr!!!!

Abraços.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Para publicar vou ter que pagar?

Por Albarus Andreos
em 22/ 12/ 2006.


Para publicar vou ter que pagar (projetos em "parceria", é como os chamam as editoras que fazem esse trabalho).

É a conclusão a que estou chegando. Muita gente melhor teve que financiar o próprio livro no começo, não é? Não querem me dar uma chance, portanto é o que vou ter que fazer. Só queria dizer, porém, uma coisa: reconheçamos que editora tem que ter lucro se quiser sobreviver. Ok! Concordo. Mas então parem de ficar dizendo que as editoras colaboram com a cultura, isso e aquilo... Colaboram nada! O negócio delas é ter lucro como qualquer outra empresa e acabou! Não deveria haver qualquer incentivo fiscal ou isenção de impostos para as editoras. Alguém me explica, por que incentivos federais e isenções para uma empresa como outra qualquer? Se vou ter que pagar para publicar, então estou pagando duas vezes pois, além da "parceria", a que terei que me submeter, os impostos que pago vão azeitar a estrutura de uma editora que vive publicando originais estrangeiros pois "são mais garantidos". Nada contra o resto do mundo, que fique bem claro, mas as editoras sistematicamente fazem isso em detrimento de me aceitar como autor, esteja eu produzindo literatura tão equivalente ou superior a estrangeira, pela única explicação de que sou iniciante. Sem ser arrogante, não posso permitir que digam que o que escrevo é inferior, pois tenho senso crítico e leio o que é publicado (com um autor estrangeiro na capa), e muita coisa é inferior ao que produzo. Falta às editoras divulgar. Propaganda, relação mais profunda com a mídia. Formação de opinião. Estão esperando o governo convencer as pessoas a ler? Pois não é o negócio das editoras (e não do governo) vender livros? Produzam as editoras seus clientes. Corram atrás deles, como as indústrias de tabaco. Forme-os desde criancinhas. Encha-os de comerciais na TV. Distribuam brindes nas escolas.

Comemorem cada alma conquistada, como se isso lhes fosse vital (e deveria ser, não é? Ou o “bolsa-editora” que o governo lhes dá já é suficiente?). Invistam em publicidade, senhores. Um bom vendedor vende até geladeira para esquimó. Virem-se! Não joguem nas costas do autor iniciante a responsabilidade por um fracasso pelo qual não são responsáveis. Ninguém lhes está pedindo o “favor” de publicar qualquer “porcaria”. "Quem não tem competência não se estabelece". Não é isso que querem dizer quando recusam meus originais? Mexam seus traseiros, Roccos, Sicilianos e Records da vida, ou isso não é necessário, já que os estofamentos de suas limusines é mais confortável?

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Mensagem de Ódio

As Cinco Maldições aos Políticos Corruptos

Por Albarus Andreos
em 06/06/2005

Envie para aqueles que tiver em sua lista de correio. Imprima e distribua em sua escola, no seu trabalho... Publique nos jornais, se assim quiser. Publique em quadros de aviso. Imprima camisetas com sua maldição preferida. Exiba com ódio o que você também pensa dos políticos corruptos, para que assim eles percebam o perigo sincero que correm. Para que saibam com quem estão lidando. Para que saibam o que você pensa deles. Para que eles fiquem apavorados!

Estas são minhas maldições (verdadeiras) aos políticos corruptos:

1. Que um dia venhas a precisar de um hospital e descubras que o tratamento que necessitas só pode ser dado por uma instituição americana, e então descubras não ter mais tempo de deslocar-te até lá. Que enquanto esperas a morte rápida lembre-se de teus desvios de verbas que seriam destinados à saúde, lembre-se das milhares de pessoas que sofreram e morreram porque elas nunca tiveram acesso hospitalar que seria possível se não tivesse lhes tirado o direito que teriam, por tua culpa!

2. Que um dia venhas a se acidentar nas estradas. Que perca seus parentes mais queridos. Depois de ter membros amputados, ser desfigurado e sofrer terrivelmente lembre-se dos desvios de verbas de que foste responsável. Lembre-se das incontáveis pessoas que morreram, que perderam filhos, irmãos e amigos. Bebês, jovens e velhos que foram estupidamente mortos por tua corrupção, por tua culpa ao desviar os recursos que seriam destinados à construção, reforma e manutenção das estradas.

3. Que um dia sejas vítima da ignorância. Que lamentes amargamente os desvios feitos por ti na educação. Que sintas muita raiva! Que lamentes ter perpetuado a ignorância, por tua corrupção. Que sintas na pele o fato de não ter conseguido algo de que muito precisava por depender de uma outra pessoa que, por pura burrice, não tenha podido satisfazer suas necessidades. Que percas tempo, paciência e muito dinheiro por causa disso (que tanto amas...). Que sejas ridicularizado, que meses de esforços sejam em vão, que tenha problemas familiares, que jamais possas recuperar os prejuízos devido a esse erro lamentável. Que sintas tanta raiva que uma veia estoure em teu cérebro e fiques incapacitado para sempre numa cama, necessitando de alguém que lhe dê comida na boca e limpe tua própria bunda. Por perpetuar os estúpidos e espalhá-los por este país.

4. Que um dia sejas atendido por um apadrinhado de um inimigo político teu. Que dependas dele, por algo de vida ou morte. Que sejas então destruído por esta pessoa ser incapaz de cumprir com suas atividades, por inaptidão, por simplesmente desconhecer como se faz. Que lamentes não haver um profissional qualificado naquele cargo. Que se lembre então dos parentes e amigos que indicou para cargos de confiança sem que tivessem o nível técnico qualificado para aquela função. Que percas dinheiro! Que sofra por tua corrupção... Que suas entranhas sejam consumidas por úlceras por não ter tuas reclamações atendidas e ter ainda que ouvir o riso de teu inimigo. Por tua corrupção. Por impor ao povo pessoas despreparadas para funções onde o bem público deveria ser atendido por técnicos.

5. Que um dia sejas traído por algum dos teus companheiros que julgava de confiança. Que se lembre das vezes que corrompeu algum dos jovens políticos, fazendo mais um corrupto. Que se lembre das pressões e das ofertas indecorosas que fizeste para obter mais um aliado para tuas falcatruas. Que se lembre de como forçou alguém honesto a participar de teus esquemas, de como o subjugou com chantagens, com promessas e subornos. Que este outro corrupto devolva a desonestidade e te traia, aliando-se com outros, roubando o que roubaste antes deixando-o sem nada, mentindo para ti e depois jogando-o na lama, junto com teus familiares e o nome que teu pai te deu por herança. Que teus filhos lamentem tê-lo por parente!

Sabendo que teus pecados são muito maiores, em qualidade e diversidade, não me apego a reproduzir todas tuas faltas de caráter, nestas poucas linhas. Sem que necessite enumerá-las uma a uma, que minhas maldições se estendam a todas elas.

Espero que sofras, mil vezes mais, o que fazes com que os outros sofram. Que suas entranhas seja comidas pelos vermes, que seus olhos explodam, que sejas punido por tua corrupção, que sejas enforcado, esquartejado e queimado. Que tuas cinzas sejam atiradas aos esgotos, de onde nunca deverias ter saído. Aos chiqueiros para que sejam misturadas às fezes e então, comidas pelos porcos. Que sejas, junto com os teus, amaldiçoado... Pelas próximas sete gerações!

Que sobre ti caia a Fome de Íbus.