Depois de mantê-los incógnitos ou de me acostumar a usar os sites alheios, não vejo, enfim, porquê não publicá-los (e se não tinha feito isso até agora foi por pura preguiça).

Sempre que escrevia uma crítica ou crônica, invariavelmente, se não fosse publicado pelos pequenos jornais de minha cidade, ficava guardado no meu HD. São vários textos que tenho e que, por falta de oportunidade ou por não me dispôr a lidar com eles num blog, ficaram guardados até agora. Tomo então a inciativa de dar-lhes luz e publicidade através da internet.

Tenho resenhas de livros também, mas não vejo ainda oportunidade de incluí-las aqui. Continuam espalhadas por sites afora.

Quanto aos contos, são prativamente a razão disso tudo. Depois de algum tempo escrevendo para o Leia Livro, site mantido pela Secretária de Estado da Cultura, de São Paulo, creio já ter amadurecido bastante para tentar manter, por minha própria iniciativa, um blog literário que suporte meus textos curtos.

Textos longos mantenho no meu outro blog, criado exclusivamente para divulgar os livros de minha saga de fantasia A Fome de Íbus, cujo primeiro livro, o Livro do Dentes-de-Sabre, pode ser adquirido pela internet.

Tomo a liberdade de, às vezes, incluir textos que pertençam a terceiros (o que contraria frontalmente a proposta original deste blog. Fazer o quê? Farei isso quando achá-los tão bons e oportunos, que se torne premente sua divulgação ante meus próprios dogmas). Cometerei esta indiscrição alegremente, descaradamente e sem dó, disseminando suas idéias e inteligência. Vou logo pedindo licença e perdão aos autores.

Assim, sem encontrar mais oposição (minha própria), que justique o contrário, nasce o Charranspa (que não significa nada além de ter sido um dos meus apelidos de infância).

Tomo este meu velho pseudônimo como tema e batizo este espaço.

Está feito.

Albarus Andreos

Junho de 2007.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

E então Deus criou o Lulu.com...

Por Albarus Andreos
em 07/ 03/ 2007 (para o site Leia Livro)

É difícil dizer se enfim encontrei a solução que nós, autores iniciantes, esperávamos. Nunca tinha ouvido a respeito, contudo. Uma leitora portuguesa do meu blog (www.albarusandreos.blogspot.com) que deu a dica. Não botei fé de início, mas chequei e vi inúmeras reportagens em revistas e jornais do mundo todo falando a respeito (estão lá no site deles pra vocês lerem). Chequei que há milhares e milhares de pessoas que já publicaram usando dessa modalidade (inclusive alguns brasileiros que não abriram essa saída pra gente!), e finalmente, constatei que muitos publicam lá, por não terem tido a tal oportunidade de uma editora tradicional, mas acabaram sendo reconhecido depois disso e tendo seus livros publicados por elas (tão odiadas e tão desejadas, editoras tradicionais!!!).

Trata-se do site de “auto-publicação” Lulu.com.

Não é o método tradicional, em que a editora se encarrega de pagar pela tiragem do livro, nem o método que algumas editoras usam de simplesmente cobrar por todo o processo e entregar os livros na sua mão para você vender (do jeito que imaginar e/ ou puder). No lulu (www.lulu.com), você segue alguns passos muito simples, como dar o nome da obra, escolher dentre diversos tamanhos de encadernação, escolher um pseudônimo, enviar os originais por upload, configurar uma capa legal, etc e assim você vai construindo seu livro real. No final, você opta por colocá-lo à venda no próprio site do Lulu, ou disponibilizá-lo globalmente, podendo inclusive vender pela Amazon.com e Barnes and Noble!!!

Onde o site ganha o dinheiro se tudo é de graça? Qual a tiragem mínima? As duas perguntas tem respostas interligadas. NÃO HÁ TIRAGEM MÍNIMA, ou melhor, a tiragem mínina é de um (0000001) exemplar!! Tirando uma cópia que você tem que comprar (uma cópia de prova, e você vai estar louco para isso!), para ver seu projeto realizado e fazer modificações necessárias que não pôde no "walk-thru" (embora esteja tudo muito bem explicado), você não tem que pagar mais nada!! Depois disso é aprová-lo (ou fazer alterações, o que gera a necessidade de comprar nova cópia de prova) e esperar as vendas.

O ganho do Lulu (o que mata é esse nomezinho, não?) vem de cada exemplar que você vender: 20%. Quanto mais você vender, mais eles ganham, mas sempre 20% dos lucros. Você tem ainda a opção de comprar um número ISBN e código de barras (um gasto extra, mas não obrigatório que soma mais ou menos U$100,00) e permitir que a lulu.com seja seu “publisher” (seus direitos de autor continuam sendo os mesmos 80% do lucro = preço final do livro - custos de produção) e assim vender seus livros pelos sites de venda on-line como a Amazon.com etc. Há a possibilidade de seu livro ser colocado em prateleiras mundo afora também (sim, seu livro numa prateleira, numa livraria!!!!!). Há tantas vantagens nesse método de publicação que fiquei vários dias tentando achar onde é que eu ia me estrepar. Li tudo o que deu lá no site (e olha que tem FAQ até para te ensinar a ligar o computador (exagerando... heheheh). Três coisas não são boas:

1) O que pega um pouco é o preço do frete dos States ou UK para cá (mas ele diminui bastante quando o livro é comprado não no “Marketplace” do lulu.com, mas na Amazon ou na Barnes & Noble, por exemplo, que possuem métodos de manejo de encomendas próprios, que torna o preço mais competitivo e os prazos de entrega menores). No final, fazer seu livro no lulu e um comprador trazê-lo para o Brasil (salientando que qualquer leitor do português poderá também ser seu leitor em potencial, não só brasileiros!!!), pode sair por preços similares aos praticados nas livrarias ou sites como Submarino ou Livraria Cultura)

2) O tempo até o livro chegar pode levar até uns vinte dias (o que ainda não comprovei, já que acabei de solicitar a cópia de prova do meu primeiro livro).
3) Há a necessidade de pagar algo ao governo americano pelo fato de seus livros serem impressos lá e os recursos saírem do país depois. O máximo é 30% da sua parte, mas isso muda de país para país, e depende dos contratos vigentes entre o Brasil e os EUA (que eu ainda não sei...)

Desvantagens mínimas para quem estava até há pouco isolado no limbo dos "autores recusados pelas editoras".
É um paraíso!!!
Não custa nada dar uma olhada lá (repetindo: www.lulu.com). Tem que saber inglês, Ok! O que está esperando?

2 comentários:

Christian David disse...

Caro Albarus Andreos,

Depois de ler tua entrevista no Digestivo resolvi tentar o lulu. No momento estou esperando a prova chegar pelo correio. Estou bem animado pois achei o processo bem transparente e com um preço razoável. Ainda estou batalhando uma editora para o livro (que é o meu segundo) mas saber da existência do lulu é um conforto. Valeu pela dica. Abraços, Christian David

Fabiano Franz disse...

Caro amigos, nunca pensastes em publicar seus textos no literar.org? Fica a dica!